TRILHA EM ALFREDO WAGNER E PIT STOP NO MECÂNICO

Após passar toda a tarde na Cascata do Rio do Alho em Major Gercino, seguimos viagem para Alfredo Wagner. Como já comentamos, é lá que mora o pai do Germano, ou seja, a hospedagem estaria garantida. Sempre que vamos para essa cidade ficamos em família, desta vez resolvemos que conheceríamos um destino famoso por lá os “Soldados Sebold”. Já havia visto vídeos e relatos sobre esse lugar e queria muito conhecer, trata-se de uma formação rochosa que ganha esse nome por ser semelhante a soldados em guarnição.

Conversamos com a família do Germano logo que chegamos para saber qual seria o caminho que teríamos que percorrer para chegar até esse lugar. Já sabíamos que seria necessário fazer uma trilha, mas não fazíamos ideia de onde ela começava. Depois de alguns minutos explicando como era o lugar, descobrimos que a trilha passava por algumas propriedades com casas e gado; e em uma dessas fazendas a avó do Germano havia morado vários anos atrás.

Na manhã do dia seguinte, levantamos cedo, tomamos o nosso café e seguimos até o início da trilha, no primeiro quilômetro tivemos a companhia do pai e do irmão do Germano, logo depois seguimos pelo caminho sozinhos. Essa primeira parte da caminhada é por uma estrada, infelizmente não conseguimos transitar com a Kombi por lá, por ser uma subida com muitos buracos e pedras soltas. No dia seguinte nos avisaram que por uma outra comunidade você consegue ir até a fazenda com o carro sem problemas.

Matilda estacionada no início da trilha

Chegamos na fazenda onde de fato se inicia uma trilha por volta das 12h e embaixo de um sol de rachar. Lá foi o ápice de se apavorar com o gado. Durante todo o caminho cruzamos com bois, alguns soltos, outros dentro de cercados, chegando ali todos estavam soltos e ficaram curiosos com a nossa presença. Geralmente quando alguém vai até esse local é para levar sal para eles, então eles ficaram esperando a gente fazer o mesmo. Depois de alguns minutos, uns desistiram, os cavalos fingiram que não tinham visto ninguém e nós procuramos uma sombra para fazer um lanche. Foi aí que resolvemos ver o caminho que tínhamos pela frente e nos assustamos com a quantidade de bois que estavam vindo correndo na nossa direção, hoje damos risadas mas na hora foi um pouco assustador.

Acabamos desistindo de finalizar a trilha e fomos para um riacho que havíamos cruzado, lá nos protegemos do sol e tomamos um banho na água fresquinha. É uma pena não poder concluir essa caminhada, mas com certeza um dia ainda vamos até o final.

Por conta da decisão de não ir até os Soldados Sebold, acabamos mudando o nosso roteiro. A ideia inicial seria ficar mais um dia em Alfredo Wagner e descansar da caminhada que completa daria mais de 20km. Como fizemos ela apenas até a metade, não sentimos nenhum cansaço. Aproveitamos a tarde de domingo para limpar a poeira que tomou conta da Kombi e na segunda pela manhã partimos para um destino que não estava no roteiro, a Represa Perimbó, em Petrolândia.

Antes de chegar ao nosso destino no dia, aproveitamos a passagem por Ituporanga e fizemos compras de legumes e outros alimentos para completar o nosso estoque. Na saída da cidade a Matilda começou a apresentar alguns sons estranhos vindos da caixa de marcha. Em maio de 2016 nós trocamos toda a caixa e achamos que não teríamos problemas por muito tempo, pois aparentemente era para ela estar “nova”. Decidimos que levaríamos para uma oficina mecânica assim que chegássemos na cidade de Petrolândia. Quando passamos o portal da cidade vimos uma oficina para máquinas agrícolas e decidimos perguntar sobre alguma para levar o carro, encontramos a oficina indicada a dois quarteirões de onde estávamos.

Conversamos com o mecânico e mesmo com muito trabalho eles tiraram um tempo para trocar o óleo da caixa de marcha para a gente, porém o problema persistiu e a tarde já iniciaram os trabalhos para desmontar o motor e verificar a caixa. Até hoje não vimos alguém desmontar tudo tão rápido, não chegou a dar 2o minutos e a caixa já estava sobre a bancada e o problema encontrado. O rolamento havia quebrado, nesse meio tempo que dirigimos com a Kombi um dos cones que romperam entrou no eixo principal e ele também foi danificado, além disso descobrimos que a tampa que haviam colocado anteriormente na nossa Kombi estava porosa e haviam tentado consertar os buracos com silicone, bastou o mecânico lavar a peça para tudo se soltar.

Logo tivemos uma notícia boa e outra ruim, a boa era que por ter um grupo de antigos na cidade e o mecânico trabalhar com gaiolas, teríamos todas as peças disponíveis na cidade. A ruim é que teríamos o carro entregue somente no outro dia. Conversamos com o dono do local e pudemos passar a noite na Kombi sem problemas. Para passar o tempo, tiramos as bicicletas da Kombi e passeamos pela cidade, a oficina ficava do lado de um parque da cidade e tudo por ali era perto. No outro dia, após o meio dia e com tudo montado, seguimos viagem.

O vídeo desses dois dias já está disponível, é só dar o play:

Até mais!

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